quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Transponivel.

Entre meus sonhos e minha realidade
Entre minha potência e meu ato
Aquí estou, entre o que faz bem
E o que dá vontade.

E agora
Quando estou mais perto que nunca,
Na reta final,
Não há mais nada que tenha valor,
Não há propósito maior
Que o meu!

Esqueço os limites,
Fecho os olhos,
A sede não me retarda,
Não sentir minhas pernas
Já não me pára mais.

Eu faço parte do vento agora.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Gana Infantil.

Queria certeza..
na qual me agarrasse...
pra na asperaza
controle eu tomasse.

Queria um sorriso tranquilo
de uma mae admirada
um mudo consolo
para uma mente cansada.

Queria aulas de bola
de um pai orgulhoso
que me irrompensse na escola
do coadjuvo ao oneroso.

Queria um amigo do peito
de um grupo unido,
que nao me apontasse defeito,
onde fosse querido.

Queria ser mais cheio
ou mais vazio
nao tanto termo meio
aquilo que nao definiu.

Pricipio parcealmente seguido
Família parcealmente sentida
Amigo parcealmente unido
Vida parcialmente vivida.

Tique.

e aquí... na penumbra,
a perciana já vencendo a claridade,
estou...com meu velho tique nervoso
de passar os labios nas costas da mão,
na falta do teu beijo.
Espero que um dia venhas.

taNta.

Oh, passarinho chato!
Que não cala na varanda da vizinha!

Nesses tempos..de suor e luta...
não é fácil ter bons ouvidos para os ruídos.
não é fácil tê-los nem para sonatas.

É tanta coisa...é tanta coisa...
que me perco as vezes...nos meus pensamentos...
É tão melhor, absorto,
ser dono do seu destino

Mas então a caturrita esganiça
e percebo que estou atrasado..
mais do que antes...
já pra amanha...
pois o sono não vem!

E ao que menos me assemelho
é a dono de destino algum.

Mas hoje nada é macio e calmo,
todo deslize parece absurdo
e tudo que escrevo parece lixo.
É lixo!

Maldita caturrita!!

domingo, 11 de novembro de 2007

Prima minha.

Te sinto inteira aqui, Primavera
Quem dera sentir só tu o ano inteiro

Teu Sol, energia e calor
Tua Brisa, frescor e paz
Quem dera sentir só tu o ano inteiro

Mas não me deprimo
Sei que em um ano,
Depois das chamas, da brasa e das cinzas,
Tu renasces, Prima minha.



11 de novembro, 2007

Esse Lugar.

Descobri que amo a Natureza.
Tive que sair dos parques da capital
Para realmente apreciá-los

Vim para o interior
E vejam só,
É aqui que não se aprecia árvores

Mas meu refugio é o subúrbio abonado
Aqui a primavera inda resiste ao definho
Até os segundos assam agradavelmente ociosos

Encontro, aqui, a minha casa de campo,
A minha casa da praia
Onde tudo exala tranqüilidade

Aqui não tem a minha cara
Esse lugar não carrega meus gostos,
Nem minhas manias ou preocupações

Aqui só existe esse momento.



11 de novembro, 2007

Prelúdio.

Nosso Canto é raro
E nosso Pão, santo

Gente como Nós
Não tem Desculpas
Contamos apenas com
Nossa Certeza

Por mais que a Sereia
Nos envolva em Brumas
E que tropessemos com Aviso

Levantamos
E seguimos o Caminho
Pois o Suor é sincero

E a Luta não termina
Enquanto houver um Inimigo em pé

Nosso Canto é raro
E nosso Pão, santo
Enquanto nossos Olhos retos
Não enxergarem Apenas o Horizonte.



21 de setembro, 2007

sábado, 10 de novembro de 2007

Ténue.

Não me limite à semelhanças
Eu sou meu Pai
Eu sou minha Mãe e meu irmão

Não me tome por influência do meio
Eu sou meus amigos
Meus professores
Mas principalmente
Sou meus Inimigos

Na Água sou Água
Na Chama sou Chama
Mas não apenas

Não me limite pela sua lógica
Não sou o Infinito
Mas o Incontável

Não me confine à exatidão na lupa
Eu sou a Penumbra
Onde tudo é
Mas nem tudo aparenta ser


12 de outubro, 2007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Aqui e Devolta Outra Vez.

Hoje recebi uma notícia.
Um novo panorama de vida sucedeu. Mais um de tantos. Só os dessa semana já consumiram todos os dedos em contá-los.
No início o choque, o corpo gela, o coração acelera. O terror das próximas palavras toma conta de mim e me vejo sentenciado aos desmandos do destino. E elas são como o esperado, carregam falsa despreocupação, um modo, acho eu, do outro alguém não deixar brecha para demonstração do nosso sofrimento. As outras palavras vêm para aliviar, um consolo que uma mente culpada nos dá.
E assim se fecha o domingo, a janela aberta gelando minhas costas, a novidade gelando meu peito e um sentimento de que todo que guiou minha semana é passado, como um castelo de areia levado pela onda.
Um feixe aparece, agora sim, o verdadeiro consolo. Não sei se estou certo por assim chamá-lo. Não estava realmente feliz e completo com tanto entre nós, e minha vida correndo lá fora sem mim. Então enxergo que essa notícia, na realidade, é uma boa nova, que me fará correr atrás de minha vida, para recuperar o meu atraso.
Mas sinto que nunca estarei em dia com a vida, pois logo na próxima esquina, me abaterei de outra ilusão, e ficarei estagnado no devaneio. Mas é assim que as coisas acontecem. Quem sabe, daqui a uns dez devaneios, eu esteja um pouco mais ressabiado, para pelo menos ter mais resistência antes de ceder ao delírio.





04/11/2007

Desabafo de Óculos.

Eu nunca dei muita atenção a aquela música que você disse que te lembrava eu.
Deixei muito de falar com você por diversas irracionalidades, dispensei uma adoravel conversa sobre nada com você pelo medo de você me achar patético.
Você sempre com seus erros e acertor, e eu somente com meu medo.
As coisas podiam ser melhores, diminuidos alguns quilômetros,mas as coisas quase nunca são como queremos. Queria ter tua certeza, tua mobilidade. É tudo tão simples quando você fala, uma questão de sim ou não. Nao sou assim, tenho medo. Medo de mim, medo do repúdio, do meu próprio repúdio. Medo de não valer a pena. O custo benefício de tudo. Eu divia esquecer isso as vezes e me largar na vontade, no impulso, mas tenho medo, medo de não valer a pena.
Antes de durmir eu podia sentir você comigo, substituindo o edredon, mas no dia seguinte, via que tinha um edredon, via que tudo que ví estava tão longe de meus olhos. Via, também, que a vida continuava, com delirios sonolentos ou não, com ou sem você. No dia seguinte, percebia que tinha tanta coisa que equilibrar, e se eu me inclinasse para você, os pratos desmoronavam, e isso me fazia tão mal. Mas nada fazia mais bem que você. Nossas conversas, seus smiles.
E fora esses, são tantos outros medos, mas esse é o pior, é o medo que ninguém pode suspeitar, é o medo que ninguem entenderia num desabafo. Onde mais tenho medo, é onde tenho que demonstrar mais força.
E você parece ter nenhum deles. Tudo tão simples.
Ainda tem outro coisa, que nem você entenderia.

E agora o medo está aqui denovo, não sei se mando esse texto pra você. Se você achar idiota? Se você achar dramático? Se você nem ler?


31 de outubro, 2007