Eu nunca dei muita atenção a aquela música que você disse que te lembrava eu.
Deixei muito de falar com você por diversas irracionalidades, dispensei uma adoravel conversa sobre nada com você pelo medo de você me achar patético.
Você sempre com seus erros e acertor, e eu somente com meu medo.
As coisas podiam ser melhores, diminuidos alguns quilômetros,mas as coisas quase nunca são como queremos. Queria ter tua certeza, tua mobilidade. É tudo tão simples quando você fala, uma questão de sim ou não. Nao sou assim, tenho medo. Medo de mim, medo do repúdio, do meu próprio repúdio. Medo de não valer a pena. O custo benefício de tudo. Eu divia esquecer isso as vezes e me largar na vontade, no impulso, mas tenho medo, medo de não valer a pena.
Antes de durmir eu podia sentir você comigo, substituindo o edredon, mas no dia seguinte, via que tinha um edredon, via que tudo que ví estava tão longe de meus olhos. Via, também, que a vida continuava, com delirios sonolentos ou não, com ou sem você. No dia seguinte, percebia que tinha tanta coisa que equilibrar, e se eu me inclinasse para você, os pratos desmoronavam, e isso me fazia tão mal. Mas nada fazia mais bem que você. Nossas conversas, seus smiles.
E fora esses, são tantos outros medos, mas esse é o pior, é o medo que ninguém pode suspeitar, é o medo que ninguem entenderia num desabafo. Onde mais tenho medo, é onde tenho que demonstrar mais força.
E você parece ter nenhum deles. Tudo tão simples.
Ainda tem outro coisa, que nem você entenderia.
E agora o medo está aqui denovo, não sei se mando esse texto pra você. Se você achar idiota? Se você achar dramático? Se você nem ler?
31 de outubro, 2007
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