segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Aos 40.

E se eu dissesse que tudo que conquistei,
Tudo pelo que batalhei
Não tem valor algum?

O dinheiro não me fez mais feliz
Eu continuo sendo aquele adolescente
patético e solitário

Mas que no lugar de incertezas
Tem a certeza de uma vida fracassada,
sem esperanças mais

Escrevo isso aos meus 40 anos
Estou envelhecido,
Sem nada pelo que viver
Nem niguem
Ainda vivendo a vida dos outros
E esquecendo da minha

Fiz uma escolha
Entre duas trilhas muito parecidas
Mas completamente opostas

Passaram-se quase duas décadas
E continuo a sentir aquela dor sem machucado
Aquela dor de quem não arrisca
Aquela dor pós-não-batalha

A dor do covarde
A dor do medo
A dor do arrependimento

Tarde demais.

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