Na incapacidade de ser adolescente,
nessa falta de aptidão para ser feliz,
faço-me vil residente
da tristeza pelo que não fiz.
Essa tristeza que não tem nome
que mais se assemelha a fome,
ambição eterna
daquilo que nossa mão ainda não governa.
A carência dela é franca.
Não deseja matar.
Não deseja para seu par a forca.
Só deseja amar
a quem não seja tão forte,
a quem sua mão segurar persistente.
Cônjuges eternamente.
Unidos além da morte.
No vazio,
a tristeza gentil
oferece a sua companhia
aos que vagam sem guia.
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