Por pretensão nomeei o inominável.
Sem forma, cor ou odor,
me toma pelo pescoço,
me prostra de pé.
Possível delírio,
possível insanidade,
possível ilusão.
Seus gestos ligeiros
transformam minhas vis emoções em muletas de tinta,
meu cansaço em força,
meu suor em garra,
pedrisco em pérola.
Me ilude.
Torna o pior de mim em algo belo,
que constrói,
que me sustenta.
A ti me agarro no tropeço, Prestidigitador.
Obrigado, seja o que for.
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