quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Sem Mais Rebusques, A Indignação.

Perdi um amigo,
que nunca tive.

E é isso que não me deixa entristecer nisso tudo.
Fui fiel aos meus princípios e ao meu ponto de vista, ao menos uma vez, sem medo de desapontar ou não, alguém que provavelmente não sentiria um só nó na garganta caso eu morresse amanhã.
Divagações têm de ser curtas, disso eu sei. Mas na dada ocasião, fiz mais que questão de ignorar tal básica regra.

Vejam só, ignorante, ele quis me mostrar que no meio de gente podre pode-se ser feliz.
Não, não é falta de filosofia que me faz dizer que sou mais ou menos feliz por estar aqui ou ali.
E isso nem mesmo vem ao caso.
Ao que me refiro é algo menos polêmico.

Essa criatura, que acredito ter uma visão bidimensional, tridimensional seria até muito pra ele. Esse ser teve coragem de argumentar que se pode ser feliz mesmo passando a vida tentando pisar nos outros, e sendo pisado, ao mesmo tempo.
Por favor, é nessa linha de indignação mais do que de pensamento, e na falta de uma boa leitura a mais de semana que escrevo isso sem nenhum interesse de ser eloqüente ou melódico. Creio que seria pior que o meu 'caro amigo', se com tal intenção tivesse escrevendo algo mais desconexo e sem fim ou inicio do que isso.

Mas o caso, sem muito mais enrolação, o verdadeiro centro da indignação, é a pergunta que me atormenta.
Como um ser pensante pode se considerar feliz vivendo no lixo, no meio de ratos e porcos??
Isso seria absurdo e não atormentador, se não fosse o fato do tal sujeito acreditar que sendo lixo, sendo um rato, um porco, pudesse ser feliz.

Isso pode ser aceitável pra alguém, em algum lugar, que não seja meu ex-colega de argumentações.

Mas sinto muito, meu 'caro amigo',
é sem pesar algum que lhe digo adeus.
Minha empatia não chega a tanto.

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