domingo, 30 de março de 2008

Hipocrisia Androideana.

Diz-me tu
Quanto de ti é morte
Quanto de ti é vida.

Diante da luta te veste de forte?
Ou ajoelha-te diante da maldade erguida?

Podeis expor com exatidão?
Sem nós na garganta
ou contradição?
Teus olhos encobrem quanta tormenta?

Tua imponência não me confunde
Existiria tão andróide indivíduo?
Viver e sonhar sem nunca ser ferido?
Nem a ti mesmo teu pedestal ilude.

Tuas cicatrizes e marcas podem ser bem maquiadas
Tua mascara de látex pode te convir
Mas não há dor nos teus ombros depositada
Que outro coração humano já não fez sentir

Podes tu amar?

Dizes-me muitas coisas
Se podes tu amar
Ama-me por inteiro
Só assim poderei eu
Sentir tu verdadeiro

O que vão pensar?

Bom dia, Telésforo!

O que sobrou de você depois de tudo isso?

Esqueça, Teo, você não sabe hibernar ainda. Embora quisesse e talvez pudesse, mas sabe que não
é o caso.

Pequeno Teo, as coisas andam difíceis, parece que só você conhece esse lado, menino. Quem dera
Você lutasse, quem dera ter certeza do mal que há de se enfrentar.

Ó céus, garoto, você vai acabar se suicidando. Afinal, o que quer você? O que espera da vida? Até
que ponto a encruzilhada pode te fazer decepcionado e triste?

O que te trás alegria, menino? Você ainda se lembra do que gosta, do que é? Alegria, lembra-se?
Você ama alguém, Teo? Será que você esqueceu como amar? Será que você esqueceu a importância do amor?

Essa noite você nem dormiu. Essa manhã você nem tinha pelo que acordar.

Não! Não, pobre Teo. Não se mate!

Não seja bobo, olhe tudo a sua volta! Há tanta coisa, tanta coisa que você não alcança! Você é tão
fraco, criança, tão limitado. Pobre menino. Você é tão capaz, apenas não faz idéia. Você é tão frágil, tão incompreendido, tão exigido!

Ah, garoto. Você nem se lembra pelo que viver.

Não se mate, moleque! O que vão pensar?!