domingo, 30 de março de 2008

Hipocrisia Androideana.

Diz-me tu
Quanto de ti é morte
Quanto de ti é vida.

Diante da luta te veste de forte?
Ou ajoelha-te diante da maldade erguida?

Podeis expor com exatidão?
Sem nós na garganta
ou contradição?
Teus olhos encobrem quanta tormenta?

Tua imponência não me confunde
Existiria tão andróide indivíduo?
Viver e sonhar sem nunca ser ferido?
Nem a ti mesmo teu pedestal ilude.

Tuas cicatrizes e marcas podem ser bem maquiadas
Tua mascara de látex pode te convir
Mas não há dor nos teus ombros depositada
Que outro coração humano já não fez sentir

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