Bom dia, Telésforo!
O que sobrou de você depois de tudo isso?
Esqueça, Teo, você não sabe hibernar ainda. Embora quisesse e talvez pudesse, mas sabe que não
é o caso.
Pequeno Teo, as coisas andam difíceis, parece que só você conhece esse lado, menino. Quem dera
Você lutasse, quem dera ter certeza do mal que há de se enfrentar.
Ó céus, garoto, você vai acabar se suicidando. Afinal, o que quer você? O que espera da vida? Até
que ponto a encruzilhada pode te fazer decepcionado e triste?
O que te trás alegria, menino? Você ainda se lembra do que gosta, do que é? Alegria, lembra-se?
Você ama alguém, Teo? Será que você esqueceu como amar? Será que você esqueceu a importância do amor?
Essa noite você nem dormiu. Essa manhã você nem tinha pelo que acordar.
Não! Não, pobre Teo. Não se mate!
Não seja bobo, olhe tudo a sua volta! Há tanta coisa, tanta coisa que você não alcança! Você é tão
fraco, criança, tão limitado. Pobre menino. Você é tão capaz, apenas não faz idéia. Você é tão frágil, tão incompreendido, tão exigido!
Ah, garoto. Você nem se lembra pelo que viver.
Não se mate, moleque! O que vão pensar?!
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