Ai, Vó.
Se tu soubesse
Que o filosofo inda reside
No peito pequeno e infantil do teu neto
Se soubesse que ainda muita coisa tenho para falar e contrapor
Que coisas tantas ainda enchem aquela cabeça de cabelos ralos
E muitas coisas mais, com o espichar das pernas,
Resolveram servir-me de questionamento...
Diferentemente dos doces e tolos conhecidos pela senhora
Esses, creio eu, nem a senhora compreenderia
São tantas coisas, Vó
Que queria lhe contar
Tantas vezes, no natal,
Senti falta, sem saber bem do que,
Hoje eu sei que este vazio
Era o deixado pelo seu sorriso.
E procurar não adiantava,
Ele não volta, né, Vó?
É tão estranho, Vó
Não tinha eu nem preenchido duas mãos de idade,
E mesmo assim, não derramei uma lágrima,
É tão estranho, que agora, homem feito,
Meus olhos marejem ao pensar no seu sorriso.
Ai, Vó
Eu bem sei,
Perfeita Ninguém é
Mas se alguém, um dia, foi capaz de ser quase perfeita
Foi a senhora, Vó Nita
Nenhum comentário:
Postar um comentário