domingo, 13 de abril de 2008

aiVó.

Ai, .
Se tu soubesse
Que o filosofo inda reside
No peito pequeno e infantil do teu neto

Se soubesse que ainda muita coisa tenho para falar e contrapor
Que coisas tantas ainda enchem aquela cabeça de cabelos ralos

E muitas coisas mais, com o espichar das pernas,
Resolveram servir-me de questionamento...

Diferentemente dos doces e tolos conhecidos pela senhora
Esses, creio eu, nem a senhora compreenderia

São tantas coisas, Vó
Que queria lhe contar

Tantas vezes, no natal,
Senti falta, sem saber bem do que,
Hoje eu sei que este vazio
Era o deixado pelo seu sorriso.
E procurar não adiantava,
Ele não volta, né, Vó?

É tão estranho, Vó
Não tinha eu nem preenchido duas mãos de idade,
E mesmo assim, não derramei uma lágrima,
É tão estranho, que agora, homem feito,
Meus olhos marejem ao pensar no seu sorriso.

Ai, Vó
Eu bem sei,
Perfeita Ninguém é
Mas se alguém, um dia, foi capaz de ser quase perfeita
Foi a senhora, Vó Nita

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