E é assim que me iludo
É assim que finjo estar vivendo
Às vezes, eu sei viver
Eu consigo,
Mas não sempre.
Nesses momentos,
Eu sou insensível.
Eu sou uma pedra,
O tato me abandona,
Meus olhos não vêem,
Meus ouvidos não ouvem
E minha boca,
Ela fala qualquer coisa plástica,
Uma reles ignorância, uma alienação sem fundamento,
Nada que eu não pudesse dizer, ficando calado.
Por favor! Não necessito de tanto, certo?
Não preciso de muito para ser feliz, não é mesmo?
Por hoje sou um lago raso,
Um boneco inflável,
Um saco de pedregulhos.
Sou tudo,
Tudo de que pior essas coisas possam ser.
Hoje nada sai de mim,
Nada melhor que um inútil CO2.
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