quarta-feira, 29 de outubro de 2008

OlharParaTrás.

Mas e agora
Nas entrelinhas escondidas
As emoções sentidas
Percebo
O quão tu me tornei
E quão de mim deixei
Pelo preço de um sorriso

Não sei ao certo se aprendi
Ou se desaprendi algo
Mas sei que ao não saber ser eu mesmo
Eu era uno e infindável

Mas agora sou o fosco do que fui
E nada muito bom para ser

Momentos de pressão,
Me tiram de mim e tornam nada
E tudo me enraivece tanto,
Não mais me entristesse,

É tanta mudança...
Não enxergo mais nas folhas de outono
O que enxergava antes

As coisas são mais simples agora
É tudo tão mais básico
Mais desbotado
E em minha fotos improvisadas exagero na saturação,
Porém não vem compensação

E eu não sinto mais nada,
E essa é a questão.

Um poemista frígido à poesia
Que piada de mau gosto
Que ironia
Esse ano de dois mil e oito.

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