Mas e agora
Nas entrelinhas escondidas
As emoções sentidas
Percebo
O quão tu me tornei
E quão de mim deixei
Pelo preço de um sorriso
Não sei ao certo se aprendi
Ou se desaprendi algo
Mas sei que ao não saber ser eu mesmo
Eu era uno e infindável
Mas agora sou o fosco do que fui
E nada muito bom para ser
Momentos de pressão,
Me tiram de mim e tornam nada
E tudo me enraivece tanto,
Não mais me entristesse,
É tanta mudança...
Não enxergo mais nas folhas de outono
O que enxergava antes
As coisas são mais simples agora
É tudo tão mais básico
Mais desbotado
E em minha fotos improvisadas exagero na saturação,
Porém não vem compensação
E eu não sinto mais nada,
E essa é a questão.
Um poemista frígido à poesia
Que piada de mau gosto
Que ironia
Esse ano de dois mil e oito.
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