domingo, 23 de novembro de 2008

Mais uma vez eu tomei o mesmo posicionamento
Mais uma vez optei pela soberania hipócrita que acabava por me afastar
Mas uma vez sedi ao medo de curvar e não receber um sim.
Porém outro o fez e o quadjuvo caiu sobre mim mais uma vez
Como em tantas outras incontaveis vezes
Tornei-me aquele garoto que jurava não ser mais a anos
Tornei o desajustado e acovardado moleque incapaz
Esperando que meu silencio traga palavras alheias
E como sempre...não trazendo nada de especial

E então que aflora toda a raiva que dentro de mim um dia já sonhei ter
Raiva contra todos aqueles que depositei minha esperança
Esperança de mesmo no meu silencio trazer-me o que eu desejava
E meus sonhos se vestem de traição
Até meus sonhos se desfiguram
E todos aqueles que até mesmo nunca tenham me faltado
Contornam-se de falsos, inimigos vis
Até quem mais amo, mais confio, porem que tenho medo de perder

Pois bem, outro se curvou
E por esse caminho meu desejado outro desejado tomou
E a mim restou o peso
Aquele já estou a me acostumar
Tentar sempre sair ileso
Quando o que mais quero é lutar para lograr

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