O adeus arranca:
Um pedaço da gente,
que se deixa,
E um pedaço do outro,
que se leva.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Nunca fiquei tanto tempo sem praticar exercícios, nunca fiquei tanto tempo sem ler um livro, nunca comi tanto chocolate, nunca assisti tanta TV, nunca dormi tanto e nunca fiquei tanto tempo sem correr atrás de ninguém.
Em tempos difícil e complexos como esse, é absurdo como até meu cachorro parece ter uma vida afetiva, esportiva e -pasmem- as vezes até intelectual mais ativa que a minha.
E o que faz quando se chega a tão fundo no poço? Virar garoto de programa? Se entregar a primeira criatura desconhecida que esteja afim? Virar um frígido obcecado por trabalho e livros? Ou simplesmente continuar fugindo de um compromisso que talvez eu até queira e de uma carreira que talvez também eu queira?
O que afinal está errado comigo? Nem é tão bom assim isso tudo, vegetar parece ótimo quando se tem uma vida ativa.
O pior de tudo é que saio, bebo, fumo, me divirto. Mas a questão é: eu também me divirto indo na academia, afinal nunca foi um grande sacrifício pra mim, eu também me divirto saindo com alguém legal e, sim, eu tenho uns 5 livros na minha cabeceira que eu adoraria ler. Mas então, por que não ler? Por que não sair pra encontros ou ir na academia?
Ou será que eu não sou mais o mesmo? Meus gostos não são mais os mesmo? Será que não gosto mais de ir na academia? não gosto mais de ler? não gosto mais de namorar?
Afinal, algo é alguma coisa? Definitivamente? As pessoas não simplesmente estão de um jeito hoje e daqui a alguns dias ou meses elas estão de outra maneira? Existe ao menos uma pessoa no universo que seja pra sempre e constantemente igual durante todos os dias de sua vida?
Em tempos difícil e complexos como esse, é absurdo como até meu cachorro parece ter uma vida afetiva, esportiva e -pasmem- as vezes até intelectual mais ativa que a minha.
E o que faz quando se chega a tão fundo no poço? Virar garoto de programa? Se entregar a primeira criatura desconhecida que esteja afim? Virar um frígido obcecado por trabalho e livros? Ou simplesmente continuar fugindo de um compromisso que talvez eu até queira e de uma carreira que talvez também eu queira?
O que afinal está errado comigo? Nem é tão bom assim isso tudo, vegetar parece ótimo quando se tem uma vida ativa.
O pior de tudo é que saio, bebo, fumo, me divirto. Mas a questão é: eu também me divirto indo na academia, afinal nunca foi um grande sacrifício pra mim, eu também me divirto saindo com alguém legal e, sim, eu tenho uns 5 livros na minha cabeceira que eu adoraria ler. Mas então, por que não ler? Por que não sair pra encontros ou ir na academia?
Ou será que eu não sou mais o mesmo? Meus gostos não são mais os mesmo? Será que não gosto mais de ir na academia? não gosto mais de ler? não gosto mais de namorar?
Afinal, algo é alguma coisa? Definitivamente? As pessoas não simplesmente estão de um jeito hoje e daqui a alguns dias ou meses elas estão de outra maneira? Existe ao menos uma pessoa no universo que seja pra sempre e constantemente igual durante todos os dias de sua vida?
sábado, 12 de setembro de 2009
deNoite
Porque, de noite, o tempo passa mais depressa,
O corpo quase que se move sozinho
E eu já nem sei mais por que ainda estou vestido.
O corpo quase que se move sozinho
E eu já nem sei mais por que ainda estou vestido.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
AsFaces
Nas mil faces que tenho,
Você diz-se confuso
Que nas mil faces que tenho
Você não sabe como agir.
Mas nada mais fácil
Que minhas mil faces
São todas diferentes
E todas iguais
Não é difícil de ver
Que metade delas
Só precisa de um beijo
E a outra metade
Só pede por um tapa
Você diz-se confuso
Que nas mil faces que tenho
Você não sabe como agir.
Mas nada mais fácil
Que minhas mil faces
São todas diferentes
E todas iguais
Não é difícil de ver
Que metade delas
Só precisa de um beijo
E a outra metade
Só pede por um tapa
OMeuSilêncio
Meu silêncio não responde nada.
São minhas perguntas,
São meus pensamentos,
Não há nenhuma resposta nele.
Meu silêncio é tudo no que acredito desacreditar,
São todas minhas possíveis concepções.
Ele são todas minhas mentiras,
É tudo que você vê de mim .
Meu silêncio são todos os meus falsetes.
São todas as minhas dúvidas.
É tudo que não sei,
Todas minhas incertezas,
Tudo que me instiga e atormenta.
Meu silêncio sou eu
Por inteiro e do inicio ao fim.
Meu silêncio é tudo que não compreendo sobre mim.
Ele carrega toda a minha verdade
E é dono de todas as minhas humanidades.
Pois meu silêncio
É tudo que alguém pode saber sobre mim
E nada mais.
São minhas perguntas,
São meus pensamentos,
Não há nenhuma resposta nele.
Meu silêncio é tudo no que acredito desacreditar,
São todas minhas possíveis concepções.
Ele são todas minhas mentiras,
É tudo que você vê de mim .
Meu silêncio são todos os meus falsetes.
São todas as minhas dúvidas.
É tudo que não sei,
Todas minhas incertezas,
Tudo que me instiga e atormenta.
Meu silêncio sou eu
Por inteiro e do inicio ao fim.
Meu silêncio é tudo que não compreendo sobre mim.
Ele carrega toda a minha verdade
E é dono de todas as minhas humanidades.
Pois meu silêncio
É tudo que alguém pode saber sobre mim
E nada mais.
DoenteDeDor
Tudo que te doer,
em mim, doerá em dobro.
Pois é a dor de te amar
que me faz doente de tuas dores.
em mim, doerá em dobro.
Pois é a dor de te amar
que me faz doente de tuas dores.
para HTL
terça-feira, 25 de agosto de 2009
OAveçoDoInverso
Batatinha quando nasce põe a mão no coração
Menininha quando dorme se esparrama pelo chão
E é assim que as coisas vão
No meio de toda essa esculhambação
Das historias infantis de simples idealização
Vão se agrupando os dias sem nenhuma direção
Enquanto a vida, em contrução,
Por pura diversão
Pinta-se com a propria mão
À imagem e semelhança da inversão
de tudo que nos haviam contado até então
Pra no final de toda essa controversão
Nos restar versos sem conexão
Em algumas linhas de pura elucubração.
Menininha quando dorme se esparrama pelo chão
E é assim que as coisas vão
No meio de toda essa esculhambação
Das historias infantis de simples idealização
Vão se agrupando os dias sem nenhuma direção
Enquanto a vida, em contrução,
Por pura diversão
Pinta-se com a propria mão
À imagem e semelhança da inversão
de tudo que nos haviam contado até então
Pra no final de toda essa controversão
Nos restar versos sem conexão
Em algumas linhas de pura elucubração.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
EuPudiaJurarQueEraRomântico
E eu que jurei que era dengoso
Jurei que era pegajoso,
Um chato grudento
jurei que era um carente cachorro sarnento
Eu não sou dessa onda de "sexo e tchau"
Eu pensei que eu era menos banal
Pensei que era daqueles que troca uma transa por um cafuné
Que não troca um bom suco por um café
Eu tinha certeza que eu não era cachorro,
Muito menos galinha
Podia jurar que de amores fácil fácil morro
E que eu nunca ia sair da linha
Mas minhas juras já não tem valor
Depois de tanta bagunça e tanto rancor
Não sou mais que um bandido
Ou um perdido
Seja lá porque
Se é pelo desuso
Ou se é culpa da TV
Não sei mais o que posso saber
Nem o que esperar, nem o que perder
Dessa vida louca e demente
Que me faz assim pendente
Entre bom partido
E mero pervertido
Jurei que era pegajoso,
Um chato grudento
jurei que era um carente cachorro sarnento
Eu não sou dessa onda de "sexo e tchau"
Eu pensei que eu era menos banal
Pensei que era daqueles que troca uma transa por um cafuné
Que não troca um bom suco por um café
Eu tinha certeza que eu não era cachorro,
Muito menos galinha
Podia jurar que de amores fácil fácil morro
E que eu nunca ia sair da linha
Mas minhas juras já não tem valor
Depois de tanta bagunça e tanto rancor
Não sou mais que um bandido
Ou um perdido
Seja lá porque
Se é pelo desuso
Ou se é culpa da TV
Não sei mais o que posso saber
Nem o que esperar, nem o que perder
Dessa vida louca e demente
Que me faz assim pendente
Entre bom partido
E mero pervertido
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Livre Arbítrio nas relações humanas.
Das poucas certezas que existiram, e a única que ainda existe a meu ver, é o conceito de Livre Arbítrio. Eu sei, parece brega. Antiquado e medieval, como qualquer conceito supostamente católico após a segunda guerra. Mas pra mim, não soa assim.
Livre Arbítrio me parece muito mais como um conceito humano do que uma regra, mecanismo, dádiva (ou seja, lá como você quiser chamar) advindo de uma força cósmica maior ou divina. É um simples mecanismo humano com a intenção de amenizar nossa culpa na hora que fazemos o que pode nos parecer moralmente errado. Assim como é reconfortante saber que sempre podemos contar com o Diabo para ser o culpado pelas desgraças. Assim como é intensamente acolhedor termos um Deus ou meia dúzia de santos para quem rezarmos em momento de desespero e angústia.
O conceito de Livre Arbítrio, na realidade, é o contrario disso tudo, por isso é bem mais teórico (e só é prático em momentos restritos). Pois Deus e Diabo são projeções que não se voltam contra nós, eles são criados para desempenhar uma certa função e a desempenham. Deus é bom e acolhedor, se fazemos algo que vai contra as qualidades prezadas por Deus, ele nos perdoa, pois é bom, ou seja, desempenha perfeitamente o papel dele. E o Diabo é mal, é um bode expiatório que é culpado por todas as desgraças humanas, por nossos erros e falhas, logo, é fiel a sua função também. Esses dois conceitos são simples de lidar, é uma relação entre você e eles, simples e direta, sem nenhuma interferência com uma terceira pessoa, sem envolvimento de nenhum outro ser, logo, sem interferir em nenhuma relação social (note que falo dos conceitos de Deus e Diabo, não de religião, Igrejas ou outros tipos de organizações religiosas). Sendo assim, você não entra em conflito, é um mutualismo em perfeito funcionamento.
Já o Livre Arbítrio é bem diferente nesses últimos aspectos. Ele não existe só pra você, porque nessa relação de liberdade você encontra obstáculos, as liberdades alheias. E no momento que sua liberdade (concedida pelo Livre Arbítrio) entra em contato com a do outro, surge a maior falha desse conceito, onde ele se volta contra nós, logo, é muitas vezes ignorado, por isso ele é parcial e teórico na maior parte do tempo. Já que diferentemente de Deus e Diabo, o Livre Arbítrio se relaciona com o terceiro, não é feito só para justificar ações supostamente erradas. O Livre Arbítrio tem uma forte carga de empatia e cumplicidade. Ele existe não só para justificar ações pessoais, como as de outro indivíduo também. Ele é um mecanismo diplomático em uma relação social que te leva a analisar a ação alheia de um ponto de vista mais liberal e flexível, do ponto de vista do livre arbítrio, mas nesse caso não do seu, mas do Livre Arbítrio do outro, já que ele tem a liberdade que quiser que, por vezes, interfere no meio em que você convive.
Analisando dessa maneira, cai-se por terra a velha Lei de Talião, pois mesmo sendo o outro responsável por alguma interferência no seu meio, ele agiu dentro do Livre Arbítrio dele. O que, muitas vezes, é ignorado pelo instinto animal de ferir quando se é ferido, nas relações humanas.
Se esse conceito, básico para qualquer relação social, for esquecido, as diferenças ideológicas se tornam conflitos ideológicos e, logo, tornam-se guerras, e senão guerras, tornam-se intransigências e, em seguida, desrespeito e violência.
O livre arbítrio, portanto, é o conceito fundamental de qualquer inter-relação social bem sucedida e é o único capaz de tornar as diferenças menos nocivas e, até mesmo, harmônicas.
Livre Arbítrio me parece muito mais como um conceito humano do que uma regra, mecanismo, dádiva (ou seja, lá como você quiser chamar) advindo de uma força cósmica maior ou divina. É um simples mecanismo humano com a intenção de amenizar nossa culpa na hora que fazemos o que pode nos parecer moralmente errado. Assim como é reconfortante saber que sempre podemos contar com o Diabo para ser o culpado pelas desgraças. Assim como é intensamente acolhedor termos um Deus ou meia dúzia de santos para quem rezarmos em momento de desespero e angústia.
O conceito de Livre Arbítrio, na realidade, é o contrario disso tudo, por isso é bem mais teórico (e só é prático em momentos restritos). Pois Deus e Diabo são projeções que não se voltam contra nós, eles são criados para desempenhar uma certa função e a desempenham. Deus é bom e acolhedor, se fazemos algo que vai contra as qualidades prezadas por Deus, ele nos perdoa, pois é bom, ou seja, desempenha perfeitamente o papel dele. E o Diabo é mal, é um bode expiatório que é culpado por todas as desgraças humanas, por nossos erros e falhas, logo, é fiel a sua função também. Esses dois conceitos são simples de lidar, é uma relação entre você e eles, simples e direta, sem nenhuma interferência com uma terceira pessoa, sem envolvimento de nenhum outro ser, logo, sem interferir em nenhuma relação social (note que falo dos conceitos de Deus e Diabo, não de religião, Igrejas ou outros tipos de organizações religiosas). Sendo assim, você não entra em conflito, é um mutualismo em perfeito funcionamento.
Já o Livre Arbítrio é bem diferente nesses últimos aspectos. Ele não existe só pra você, porque nessa relação de liberdade você encontra obstáculos, as liberdades alheias. E no momento que sua liberdade (concedida pelo Livre Arbítrio) entra em contato com a do outro, surge a maior falha desse conceito, onde ele se volta contra nós, logo, é muitas vezes ignorado, por isso ele é parcial e teórico na maior parte do tempo. Já que diferentemente de Deus e Diabo, o Livre Arbítrio se relaciona com o terceiro, não é feito só para justificar ações supostamente erradas. O Livre Arbítrio tem uma forte carga de empatia e cumplicidade. Ele existe não só para justificar ações pessoais, como as de outro indivíduo também. Ele é um mecanismo diplomático em uma relação social que te leva a analisar a ação alheia de um ponto de vista mais liberal e flexível, do ponto de vista do livre arbítrio, mas nesse caso não do seu, mas do Livre Arbítrio do outro, já que ele tem a liberdade que quiser que, por vezes, interfere no meio em que você convive.
Analisando dessa maneira, cai-se por terra a velha Lei de Talião, pois mesmo sendo o outro responsável por alguma interferência no seu meio, ele agiu dentro do Livre Arbítrio dele. O que, muitas vezes, é ignorado pelo instinto animal de ferir quando se é ferido, nas relações humanas.
Se esse conceito, básico para qualquer relação social, for esquecido, as diferenças ideológicas se tornam conflitos ideológicos e, logo, tornam-se guerras, e senão guerras, tornam-se intransigências e, em seguida, desrespeito e violência.
O livre arbítrio, portanto, é o conceito fundamental de qualquer inter-relação social bem sucedida e é o único capaz de tornar as diferenças menos nocivas e, até mesmo, harmônicas.
E Você Vem Me Dizer...
E você vem me dizer que minha poesia tá barata
Tá farrapa
Que tô banal,
Tô marginal
Que tô é perdendo a poesia
Que tô contemporaneo demais
Que minha poesia já não faz o que fazia
Que tô é perdendo "meus strass"
Mas poesia não passa de expressão de vida
E minha vida já não brilha desse jeito mais.
Tá farrapa
Que tô banal,
Tô marginal
Que tô é perdendo a poesia
Que tô contemporaneo demais
Que minha poesia já não faz o que fazia
Que tô é perdendo "meus strass"
Mas poesia não passa de expressão de vida
E minha vida já não brilha desse jeito mais.
Por motivos de clareza da idéia central da poesia, uma alteração na relação entre Bem e o Mal, por mim.
Pois que de todo mal um bem se tira
e em cada bem um mal se faz.
Já nenhuma ação é pequenina
e nada se deixa para tras.
e em cada bem um mal se faz.
Já nenhuma ação é pequenina
e nada se deixa para tras.
Rima Brega de Fossa (de utilidade pública)
Pois quando se dá tudo por alguém,
Difícil é de perceber na hora
Mas vê-se mais além
No exato agora
Que quando se dá tudo a alguém
Não nos restará muito, sem demora.
Difícil é de perceber na hora
Mas vê-se mais além
No exato agora
Que quando se dá tudo a alguém
Não nos restará muito, sem demora.
domingo, 2 de agosto de 2009
A verdade é que...
A verdade é que eu tô pouco ligando,
Tô pouco me lixando
Pra toda essa fama,
Todo esse drama.
Eu tô é cagando
E andando.
Tô pouco me lixando
Pra toda essa fama,
Todo esse drama.
Eu tô é cagando
E andando.
sábado, 1 de agosto de 2009
assinado pelo alter ego do meu alter ego.
então você casa
e me leva pra casa
me leva pra cama
sem declaração,
sem drama
nem teatro de paixão.
só pra lembrar
o gosto daquilo que não pode mais
lamber, mordiscar
para tudo tem seu momento
menos pra dizer, entre meus "ais!",
que isso passa de crise de relacionamento.
e me leva pra casa
me leva pra cama
sem declaração,
sem drama
nem teatro de paixão.
só pra lembrar
o gosto daquilo que não pode mais
lamber, mordiscar
para tudo tem seu momento
menos pra dizer, entre meus "ais!",
que isso passa de crise de relacionamento.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
mais um poeminha barato de um cizeiro transbordado de uma cinza tarde infame
e, de repente, tudo no que eu acredito
e no que um dia acreditei parece tão duvidoso,
tão desesperadamente inocente.
uma inocência forjada
falsa e superficial
mero subterfúgio
a quem a realidade já não basta
como quando alguém, que não suporta mais o quadjuvo,
se convence de que sua função é crucial
como alguém, farto da mesma historia sempre a se repetir,
tenta olha-la por outras cores
pois que não é fácil ver outra pessoa partir,
que não é fácil ver suas crenças outra vez falharem,
e outros dias como esse seram impossíveis
de sentir,
de suportar.
mas depois de um certo tempo
nem saberei mais como é isso,
até eu sentir novamente
mais outras nuvens tantas
pelos meus pulmões adentro
me congelando por inteiro.
espero que os próximos dias sejam de sol.
pois que nenhum mal é passageiro!
ele sempre estará lá, latente,
na espreita
de um dia nublado,
de um fim-de-semana pacato
ou de qualquer outra coisa
que te consuma um pedaço.
e no que um dia acreditei parece tão duvidoso,
tão desesperadamente inocente.
uma inocência forjada
falsa e superficial
mero subterfúgio
a quem a realidade já não basta
como quando alguém, que não suporta mais o quadjuvo,
se convence de que sua função é crucial
como alguém, farto da mesma historia sempre a se repetir,
tenta olha-la por outras cores
pois que não é fácil ver outra pessoa partir,
que não é fácil ver suas crenças outra vez falharem,
e outros dias como esse seram impossíveis
de sentir,
de suportar.
mas depois de um certo tempo
nem saberei mais como é isso,
até eu sentir novamente
mais outras nuvens tantas
pelos meus pulmões adentro
me congelando por inteiro.
espero que os próximos dias sejam de sol.
pois que nenhum mal é passageiro!
ele sempre estará lá, latente,
na espreita
de um dia nublado,
de um fim-de-semana pacato
ou de qualquer outra coisa
que te consuma um pedaço.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
poeminha de criança
porque hoje, minha maior ambição é não fazer nada
é sentir minhas mãos geladas,
sentir essa sensação de quase inverno.
sentir o sol quente e a brisa gelada bater na cara
e descaradamente assumir que hoje meu dia é dedicado ao completo nada
a pura contemplação dessa sensação meio nostálgica
essa sensação de que eu simplesmente, no correr dos dias, esqueci
que esperei o ano todo justo por esse dia.
isso não é outono,
o outono só existe naquele parque descuidado
bem pertinho dos plátanos dourados.
hoje é um dia único por si só,
inrotulável
porque hoje é o único dia do ano
em que minha infância volta de novo e outra vez.
é sentir minhas mãos geladas,
sentir essa sensação de quase inverno.
sentir o sol quente e a brisa gelada bater na cara
e descaradamente assumir que hoje meu dia é dedicado ao completo nada
a pura contemplação dessa sensação meio nostálgica
essa sensação de que eu simplesmente, no correr dos dias, esqueci
que esperei o ano todo justo por esse dia.
isso não é outono,
o outono só existe naquele parque descuidado
bem pertinho dos plátanos dourados.
hoje é um dia único por si só,
inrotulável
porque hoje é o único dia do ano
em que minha infância volta de novo e outra vez.
domingo, 5 de abril de 2009
mas isso você nunca saberá.
Você sabe que essas bobagens que escrevo aqui
São só sussurros gritados no vento.
Eu berro!
E forte!
E mais forte!
Na esperança que chegue no teu ouvido,
Nesse teu ouvido surdo os berros de minha cabeça.
Essas interioridades primeiras a tudo,
Essas bobagens de aristocratas e cléricos intediados,
São os desvios de olhares que te dou
São aquelas olhadas não-correspondidas para as quais teus frenéticos olhos castanhos são cegos.
O que regurgito e por fim vomito nessas paginas brancas
Não são mais que minhas cabisbaixisses discretas que você não percebe,
Tudo isso que nem faz sentido à ti,
Todo esse embaralhado de letras tortas e garranxosas,
Não passam de nada pra você.
São meus gritos que você não ouve,
Meus olhares triste que você não vê,
Minhas cabeças-baixas que você não nota,
São meus choros que, de ti, escondo debaixo do travesseiro,
São minhas dores que você nunca conseguiria sentir,
São os temores que me afligem e que você nem conhece,
É essa mão que te ofereci pra afastar teu abraço,
É aquele beijo que neguei a ti quando me levou pela nuca até a tua,
É nada pra ti, e nem se assemelha, para ti, comigo,
É tudo que desconheces de mim,
É tudo que você nunca nem vai saber que faz parte de mim,
De mim, e não do fútil e forte EU que te mostro,
Por que eu sou profundo e frágil.
Mas isso você nunca saberá.
São só sussurros gritados no vento.
Eu berro!
E forte!
E mais forte!
Na esperança que chegue no teu ouvido,
Nesse teu ouvido surdo os berros de minha cabeça.
Essas interioridades primeiras a tudo,
Essas bobagens de aristocratas e cléricos intediados,
São os desvios de olhares que te dou
São aquelas olhadas não-correspondidas para as quais teus frenéticos olhos castanhos são cegos.
O que regurgito e por fim vomito nessas paginas brancas
Não são mais que minhas cabisbaixisses discretas que você não percebe,
Tudo isso que nem faz sentido à ti,
Todo esse embaralhado de letras tortas e garranxosas,
Não passam de nada pra você.
São meus gritos que você não ouve,
Meus olhares triste que você não vê,
Minhas cabeças-baixas que você não nota,
São meus choros que, de ti, escondo debaixo do travesseiro,
São minhas dores que você nunca conseguiria sentir,
São os temores que me afligem e que você nem conhece,
É essa mão que te ofereci pra afastar teu abraço,
É aquele beijo que neguei a ti quando me levou pela nuca até a tua,
É nada pra ti, e nem se assemelha, para ti, comigo,
É tudo que desconheces de mim,
É tudo que você nunca nem vai saber que faz parte de mim,
De mim, e não do fútil e forte EU que te mostro,
Por que eu sou profundo e frágil.
Mas isso você nunca saberá.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Com o tempo, eu escolhi ser invisível,
Um pouco mais raro,
Um pouco mais caro.
Ser menos simpático,
Ser mais apático.
Não é tão difícil se for parar pra pensar.
É bem mais simples.
Você não precisa esperar um sorriso em troca,
Porque você não sorriu.
Você não precisa receber nada
Porque você não deu nada,
Guardou tudo pra si.
É mais fácil assim,
Mais seguro.
Você começa a se ver mais inteiro,
Mais dono de si.
O problema é que chega um ponto
que se você quiser se doar a alguém,
um ponto em que se você quer amar alguém,
se que você quer ser amado,
você não consegue mais.
Chega um ponto que se você quiser voltar,
você descobre que não tem mais volta.
Yeah, Honey Pie
Not every day you get a blue sky.
Um pouco mais raro,
Um pouco mais caro.
Ser menos simpático,
Ser mais apático.
Não é tão difícil se for parar pra pensar.
É bem mais simples.
Você não precisa esperar um sorriso em troca,
Porque você não sorriu.
Você não precisa receber nada
Porque você não deu nada,
Guardou tudo pra si.
É mais fácil assim,
Mais seguro.
Você começa a se ver mais inteiro,
Mais dono de si.
O problema é que chega um ponto
que se você quiser se doar a alguém,
um ponto em que se você quer amar alguém,
se que você quer ser amado,
você não consegue mais.
Chega um ponto que se você quiser voltar,
você descobre que não tem mais volta.
Yeah, Honey Pie
Not every day you get a blue sky.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
áh, por favor, cale a boca!
e voce lembra aquilo que chamam de amor?
a base de toda classica historia infantil,
aquela velha historia
coração apertado,nó na garganta, boca seca, tontura...
se é isso que quer, por favor, pite um cigarro.
o amor, aquele que vale a pena,
com lagrimas
mas com alegrias também
isso é estoria,
mídia pra vender sapatinhos de cristal.
e esses misters e misses saúde (que na realidade são uns viciados em esteroides e regimes absurdos) ainda querem inibir cada vez mais as publicidades de cigarros
pois pra mim...deveriam proibir é essas besteiras de contos de fadas e filmes hollywoodianos que nos prendem numa forma de vida ideal e irreal
isso sim faz mal a saúde.
bom...eu ainda prefiro os animais
mas vc há de convir,
o cigarro é uma alternativa interessante
e entre cancer de próstata e de pulmão
por mim...tanto faz.
a base de toda classica historia infantil,
aquela velha historia
coração apertado,nó na garganta, boca seca, tontura...
se é isso que quer, por favor, pite um cigarro.
o amor, aquele que vale a pena,
com lagrimas
mas com alegrias também
isso é estoria,
mídia pra vender sapatinhos de cristal.
e esses misters e misses saúde (que na realidade são uns viciados em esteroides e regimes absurdos) ainda querem inibir cada vez mais as publicidades de cigarros
pois pra mim...deveriam proibir é essas besteiras de contos de fadas e filmes hollywoodianos que nos prendem numa forma de vida ideal e irreal
isso sim faz mal a saúde.
bom...eu ainda prefiro os animais
mas vc há de convir,
o cigarro é uma alternativa interessante
e entre cancer de próstata e de pulmão
por mim...tanto faz.
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