porque hoje, minha maior ambição é não fazer nada
é sentir minhas mãos geladas,
sentir essa sensação de quase inverno.
sentir o sol quente e a brisa gelada bater na cara
e descaradamente assumir que hoje meu dia é dedicado ao completo nada
a pura contemplação dessa sensação meio nostálgica
essa sensação de que eu simplesmente, no correr dos dias, esqueci
que esperei o ano todo justo por esse dia.
isso não é outono,
o outono só existe naquele parque descuidado
bem pertinho dos plátanos dourados.
hoje é um dia único por si só,
inrotulável
porque hoje é o único dia do ano
em que minha infância volta de novo e outra vez.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
mas isso você nunca saberá.
Você sabe que essas bobagens que escrevo aqui
São só sussurros gritados no vento.
Eu berro!
E forte!
E mais forte!
Na esperança que chegue no teu ouvido,
Nesse teu ouvido surdo os berros de minha cabeça.
Essas interioridades primeiras a tudo,
Essas bobagens de aristocratas e cléricos intediados,
São os desvios de olhares que te dou
São aquelas olhadas não-correspondidas para as quais teus frenéticos olhos castanhos são cegos.
O que regurgito e por fim vomito nessas paginas brancas
Não são mais que minhas cabisbaixisses discretas que você não percebe,
Tudo isso que nem faz sentido à ti,
Todo esse embaralhado de letras tortas e garranxosas,
Não passam de nada pra você.
São meus gritos que você não ouve,
Meus olhares triste que você não vê,
Minhas cabeças-baixas que você não nota,
São meus choros que, de ti, escondo debaixo do travesseiro,
São minhas dores que você nunca conseguiria sentir,
São os temores que me afligem e que você nem conhece,
É essa mão que te ofereci pra afastar teu abraço,
É aquele beijo que neguei a ti quando me levou pela nuca até a tua,
É nada pra ti, e nem se assemelha, para ti, comigo,
É tudo que desconheces de mim,
É tudo que você nunca nem vai saber que faz parte de mim,
De mim, e não do fútil e forte EU que te mostro,
Por que eu sou profundo e frágil.
Mas isso você nunca saberá.
São só sussurros gritados no vento.
Eu berro!
E forte!
E mais forte!
Na esperança que chegue no teu ouvido,
Nesse teu ouvido surdo os berros de minha cabeça.
Essas interioridades primeiras a tudo,
Essas bobagens de aristocratas e cléricos intediados,
São os desvios de olhares que te dou
São aquelas olhadas não-correspondidas para as quais teus frenéticos olhos castanhos são cegos.
O que regurgito e por fim vomito nessas paginas brancas
Não são mais que minhas cabisbaixisses discretas que você não percebe,
Tudo isso que nem faz sentido à ti,
Todo esse embaralhado de letras tortas e garranxosas,
Não passam de nada pra você.
São meus gritos que você não ouve,
Meus olhares triste que você não vê,
Minhas cabeças-baixas que você não nota,
São meus choros que, de ti, escondo debaixo do travesseiro,
São minhas dores que você nunca conseguiria sentir,
São os temores que me afligem e que você nem conhece,
É essa mão que te ofereci pra afastar teu abraço,
É aquele beijo que neguei a ti quando me levou pela nuca até a tua,
É nada pra ti, e nem se assemelha, para ti, comigo,
É tudo que desconheces de mim,
É tudo que você nunca nem vai saber que faz parte de mim,
De mim, e não do fútil e forte EU que te mostro,
Por que eu sou profundo e frágil.
Mas isso você nunca saberá.
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