sexta-feira, 29 de maio de 2009

mais um poeminha barato de um cizeiro transbordado de uma cinza tarde infame

e, de repente, tudo no que eu acredito
e no que um dia acreditei parece tão duvidoso,
tão desesperadamente inocente.

uma inocência forjada
falsa e superficial
mero subterfúgio
a quem a realidade já não basta

como quando alguém, que não suporta mais o quadjuvo,
se convence de que sua função é crucial

como alguém, farto da mesma historia sempre a se repetir,
tenta olha-la por outras cores

pois que não é fácil ver outra pessoa partir,
que não é fácil ver suas crenças outra vez falharem,
e outros dias como esse seram impossíveis
de sentir,
de suportar.

mas depois de um certo tempo
nem saberei mais como é isso,
até eu sentir novamente
mais outras nuvens tantas
pelos meus pulmões adentro
me congelando por inteiro.

espero que os próximos dias sejam de sol.




pois que nenhum mal é passageiro!
ele sempre estará lá, latente,
na espreita
de um dia nublado,
de um fim-de-semana pacato
ou de qualquer outra coisa
que te consuma um pedaço.

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