eu já nem sei se quero
ou se não quero
é melhor parar
e pensar
no passado
no custo-benefício
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
não há mais o que refletir
ultrapassada a linha do bom senso
a milhas atrás
só nos resta vagar
não se vê margem, nem limite
nem a fronteira para retornar
apenas um olhar
um olhar perdido, vago,
meigo de admiração
ao olha seu desajeitado caminhar
um sorriso... dos olhos
tao singelo
e vc nem lembrava mais o gosto
de sentir um beijo roubado
com os olhos
ultrapassada a linha do bom senso
a milhas atrás
só nos resta vagar
não se vê margem, nem limite
nem a fronteira para retornar
apenas um olhar
um olhar perdido, vago,
meigo de admiração
ao olha seu desajeitado caminhar
um sorriso... dos olhos
tao singelo
e vc nem lembrava mais o gosto
de sentir um beijo roubado
com os olhos
terça-feira, 2 de novembro de 2010
os amores ou O amor?
Inúmeras e inúmeras vezes nos apaixonamos durante a vida, algumas pessoas mais frequentemente, outras menos. Mas afinal, o que diferencia esses amores?
O que nos faz escolher um, no meio de tantos outros, para ter uma vida juntos? Afinal, os outros eram só ilusões? Exite, realmente, o "escolhido"? O "único"?
Você pode amar várias pessoas, até com a mesma intensidade, mas o "escolhido" não é tão "único" quanto pode parecer. Você não precisa garimpar e tentar descobrir se quem você achou é a sua preciosa alma gemea. A única coisa que você tem a fazer é escolher. O escolhido, no final das contas, é escolhido por você e não pelo destino. Você escolhe com quem casar e ter filhos, você escolhe com quem passar o resto dos seus dias, assim como, um belo dia, você pode escolher não querer mais passar o resto da vida com essa pessoa e simplesmente, esoclher se separar, ter um novo escolhido para, outra vez, passarem o resto da vida juntos, até que escolham outra coisa.
O amor não é uma coisa tão única assim e, para algumas pessoas, é até banal, rotineiro. Mas o amor único mesmo, que estará do seu lado até a morte, é o amor que você escolher e só será assim até o dia em que você quiser que seja "assado".
O que nos faz escolher um, no meio de tantos outros, para ter uma vida juntos? Afinal, os outros eram só ilusões? Exite, realmente, o "escolhido"? O "único"?
Você pode amar várias pessoas, até com a mesma intensidade, mas o "escolhido" não é tão "único" quanto pode parecer. Você não precisa garimpar e tentar descobrir se quem você achou é a sua preciosa alma gemea. A única coisa que você tem a fazer é escolher. O escolhido, no final das contas, é escolhido por você e não pelo destino. Você escolhe com quem casar e ter filhos, você escolhe com quem passar o resto dos seus dias, assim como, um belo dia, você pode escolher não querer mais passar o resto da vida com essa pessoa e simplesmente, esoclher se separar, ter um novo escolhido para, outra vez, passarem o resto da vida juntos, até que escolham outra coisa.
O amor não é uma coisa tão única assim e, para algumas pessoas, é até banal, rotineiro. Mas o amor único mesmo, que estará do seu lado até a morte, é o amor que você escolher e só será assim até o dia em que você quiser que seja "assado".
domingo, 26 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
OsNósSomosNós.
os nós.
como desatar os nós?
como desatá-los?
não há nada que consiga te fazer se perder mais,
nada que consiga te fazer sentir mais no meio do nada,
sem chão pra pisar.
ai, os nós.
você perde a fé,
o ar e até o chão.
parecem tão inidesatáveis,
rígidos e de concreto,
indestruíveis parecem os nós.
eles se alimentam de nosso desespero,
da nossa respiração ofegante,
da nossa desesperada falta de esperanças,
eles se alimentam do nosso bater de pés
sem encontrar onde pisar,
os nós.
tudo que nos resta é sentar,
desistir mas esperar.
enganá-lo,
trapaceá-lo,
o nó.
fingimento ardil
de nossas pretensões estarem mortas.
só aguardar,
um aguardo silencioso
que ele nem sabe do que.
um aguardo da hora
em que aquele tímido grão de esperança disfarçada
vá se mostrar outra vez.
como desatar os nós?
como desatá-los?
não há nada que consiga te fazer se perder mais,
nada que consiga te fazer sentir mais no meio do nada,
sem chão pra pisar.
ai, os nós.
você perde a fé,
o ar e até o chão.
parecem tão inidesatáveis,
rígidos e de concreto,
indestruíveis parecem os nós.
eles se alimentam de nosso desespero,
da nossa respiração ofegante,
da nossa desesperada falta de esperanças,
eles se alimentam do nosso bater de pés
sem encontrar onde pisar,
os nós.
tudo que nos resta é sentar,
desistir mas esperar.
enganá-lo,
trapaceá-lo,
o nó.
fingimento ardil
de nossas pretensões estarem mortas.
só aguardar,
um aguardo silencioso
que ele nem sabe do que.
um aguardo da hora
em que aquele tímido grão de esperança disfarçada
vá se mostrar outra vez.
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
OComeço...doFIM
Voltas às aulas de inverno. Sempre trás essa sensação de quase recomeço, vacilante.
Alguns dos que estavam não estão mais, alguns que ainda estão, estão tão diferentes que quase são irreconhecíveis. Inclusive você, às vezes.
Você não sabe mais quem está aí por você. Alguns amigos agora são simplesmente pessoas. Alguns amores... já são simplesmente mágoas.
Mas é claro, em todo quase-recomeço você pode encontrar coisas boas. E só neles você pode ter novas cartas mesmo sentido um pontinha de algo bom do passado. Afinal, tem suas vantagens não abandonar totalmente meio ano de vida.
Você não tem mais aquela amiga ranzinza ótima de balada,
mas você tem duas novas amigas loucas para madrugada.
Você não tem mais aquela amiga de tardes no parque,
mas não esqueça que você tem um ótimo novo parceiro de cinema.
É claro, houve muitas feridas, muita perda e muito sangue, mas você não está mais em carne-viva e já aprendeu algo sobre como dançar nisso tudo. Pode não ser tão nata como eram as velhas canções mas você já esteve por cima e já esteve por baixo e se tem algo que você sabe melhor que a maioria é que não basta querer, mas depois de ter vontade de alguma coisa, então não há porque parar.
e se algumas feridas do passado ainda não estão fechadas,
bom...o ano ainda não acabou,
você ainda tem chance de não se deixar apodrecer.
Alguns dos que estavam não estão mais, alguns que ainda estão, estão tão diferentes que quase são irreconhecíveis. Inclusive você, às vezes.
Você não sabe mais quem está aí por você. Alguns amigos agora são simplesmente pessoas. Alguns amores... já são simplesmente mágoas.
Mas é claro, em todo quase-recomeço você pode encontrar coisas boas. E só neles você pode ter novas cartas mesmo sentido um pontinha de algo bom do passado. Afinal, tem suas vantagens não abandonar totalmente meio ano de vida.
Você não tem mais aquela amiga ranzinza ótima de balada,
mas você tem duas novas amigas loucas para madrugada.
Você não tem mais aquela amiga de tardes no parque,
mas não esqueça que você tem um ótimo novo parceiro de cinema.
É claro, houve muitas feridas, muita perda e muito sangue, mas você não está mais em carne-viva e já aprendeu algo sobre como dançar nisso tudo. Pode não ser tão nata como eram as velhas canções mas você já esteve por cima e já esteve por baixo e se tem algo que você sabe melhor que a maioria é que não basta querer, mas depois de ter vontade de alguma coisa, então não há porque parar.
e se algumas feridas do passado ainda não estão fechadas,
bom...o ano ainda não acabou,
você ainda tem chance de não se deixar apodrecer.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Casamentos, noivados, namoros... quantas vezes você não se depara com alguém passando por um desses lindos momentos em suas vidas e pensa "que tipo de animal teria uma relação com esse imbecil?!".
Dia após dia você vê o mundo em amor: casais sendo formados com pessoas que não sabem diferenciar 'mais' de 'mas', que não sabem que 'uma hora e meia' não se trata no plural e que acham que 'aloka' está no dicionário. Então, como você, que leu e gostou de obras de mais de dois séculos atrás e que fala 4 línguas e que sabe tudo sobre moda e que canta, dança, representa e faz serviços alternativos, ainda está sem par?
Talvez, até tenham havido proposta para você, mas elas não foram vantajosas o bastante e vieram desse tipo de bestas tão "amáveis". Ou talvez você seja muito perfeccionista ou esteja vendo muito filme ultimamente e é provável que seja por isso que você ainda não esteja tendo filhos com esse tipo de ser. Mas não é nenhum crime esperar pelo menos o mínimo de racionalidade, é?
Nossos patéticos casais românticos falariam que o amor não tem nada a ver com racionalidade, que é algo que vem de dentro de você (ou pra dentro de você), que somos que nem os cachorrinhos que sentem (como cheirando as partes íntimas alheias) quando se encontrou a pessoa certa.
O que eles não sabem é que o amor é a coisa mais lógica do mundo, é puramente matemático. Você subtrai as coisas que você não suporta numa pessoa pelas coisas que você suporta. Se o resultado for positivo, parabéns! Você está amando...ou apaixonado pelo menos.
Mas quando no mundo esse tipo de cálculo daria positivo tratando-se de uma pessoa que não sabe nem falar?!
Todos nós temos consciência de que nem todos tem os mesmo tipos de valores ou o mesmo tipo de gosto, afinal, é por isso que pessoas diferentes se relacionam com outras pessoas diferentes. Mas há um limite pra tudo! Principalmente quando as coisas que você suporta numa pessoa não completam nem uma mão. "Admita! Você namora um primata!" deveria vir tatuado na testa desses imbecis. A não ser que os imbecis sejamos nós, que não temos necessidade profunda de nos relacionar com o primeiro punhado de carne sexualmente ativa para suprir nossa profunda carência. Mas, enquanto os outros não encontram a sensatez e nós não perdemos nosso bom gosto, os primatas continuaram arranjando quem os queira como animal de estimação.
Dia após dia você vê o mundo em amor: casais sendo formados com pessoas que não sabem diferenciar 'mais' de 'mas', que não sabem que 'uma hora e meia' não se trata no plural e que acham que 'aloka' está no dicionário. Então, como você, que leu e gostou de obras de mais de dois séculos atrás e que fala 4 línguas e que sabe tudo sobre moda e que canta, dança, representa e faz serviços alternativos, ainda está sem par?
Talvez, até tenham havido proposta para você, mas elas não foram vantajosas o bastante e vieram desse tipo de bestas tão "amáveis". Ou talvez você seja muito perfeccionista ou esteja vendo muito filme ultimamente e é provável que seja por isso que você ainda não esteja tendo filhos com esse tipo de ser. Mas não é nenhum crime esperar pelo menos o mínimo de racionalidade, é?
Nossos patéticos casais românticos falariam que o amor não tem nada a ver com racionalidade, que é algo que vem de dentro de você (ou pra dentro de você), que somos que nem os cachorrinhos que sentem (como cheirando as partes íntimas alheias) quando se encontrou a pessoa certa.
O que eles não sabem é que o amor é a coisa mais lógica do mundo, é puramente matemático. Você subtrai as coisas que você não suporta numa pessoa pelas coisas que você suporta. Se o resultado for positivo, parabéns! Você está amando...ou apaixonado pelo menos.
Mas quando no mundo esse tipo de cálculo daria positivo tratando-se de uma pessoa que não sabe nem falar?!
Todos nós temos consciência de que nem todos tem os mesmo tipos de valores ou o mesmo tipo de gosto, afinal, é por isso que pessoas diferentes se relacionam com outras pessoas diferentes. Mas há um limite pra tudo! Principalmente quando as coisas que você suporta numa pessoa não completam nem uma mão. "Admita! Você namora um primata!" deveria vir tatuado na testa desses imbecis. A não ser que os imbecis sejamos nós, que não temos necessidade profunda de nos relacionar com o primeiro punhado de carne sexualmente ativa para suprir nossa profunda carência. Mas, enquanto os outros não encontram a sensatez e nós não perdemos nosso bom gosto, os primatas continuaram arranjando quem os queira como animal de estimação.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
doot doot
Então, nós continuamos vivendo com essa idéia
De que somos sempre diferentes do que éramos
E que cada dia é um novo dia.
Que nossos velhos hábitos já não são mais nossos.
Assim, nos convencemos que nunca ficamos defasados,
E que os dias, as horas, a vida
Nunca serão capazes de nos frear
Como já fizeram.
Nós ainda temos essa esperança,
Que hoje somos invencíveis,
Que não somos mais quem éramos ontem.
Somos à prova de balas agora.
Claro que não somos.
Hoje, amanhã e depois
Nós perderemos
Como já perdemos antes.
Mas, eventualmente, nós podemos ganhar
Algumas vezes,
Não todas, claro.
E provavelmente, nem a maioria delas
Mas aí que está a graça do jogo, não?
Nós nunca sabemos onde vamos parar.
Se vamos vencer ou ser derrotados.
E nós simplesmente adoramos isso,
É o que nos move.
Então, continuamos jogando nossos dados
Dia após dia
Essa é a graça do jogo.
De que somos sempre diferentes do que éramos
E que cada dia é um novo dia.
Que nossos velhos hábitos já não são mais nossos.
Assim, nos convencemos que nunca ficamos defasados,
E que os dias, as horas, a vida
Nunca serão capazes de nos frear
Como já fizeram.
Nós ainda temos essa esperança,
Que hoje somos invencíveis,
Que não somos mais quem éramos ontem.
Somos à prova de balas agora.
Claro que não somos.
Hoje, amanhã e depois
Nós perderemos
Como já perdemos antes.
Mas, eventualmente, nós podemos ganhar
Algumas vezes,
Não todas, claro.
E provavelmente, nem a maioria delas
Mas aí que está a graça do jogo, não?
Nós nunca sabemos onde vamos parar.
Se vamos vencer ou ser derrotados.
E nós simplesmente adoramos isso,
É o que nos move.
Então, continuamos jogando nossos dados
Dia após dia
Essa é a graça do jogo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Maio
Maio, o mês de todos os desesperados. Quando todos os viciados em namoro e criaturas afins jogam-se nas baladas e nos sites de relacionamento em completo estado de pânico pela possibilidade de, no dia 12 do mês seguinte, não ganhar nenhum presente ou cartão meloso.
Nesse mês bizarro, enquanto todos os encantadores solteiros e, principalmente, solteiras correm sedentos atrás de um dedo anelar vago, os namorados refletem se essa data tão encantadora seria mesmo motivo para se comemorar. Afinal, a suposta metade da laranja nem sempre parece se encaixar tão bem à nossa. As vezes, flores, chocolate e ursinho parecem ser menos apropriados que um hipoglos para dores de pé-na-bunda.
Mas nem todos os namorandos estão pensativos. Alguns deles estão acostumados demais para cogitar a idéia de não ter quem lhes dê uma caixa de doces em forma de coração. Aliás, eles não se incomodariam de ganhar menos q um bombom podre, qualquer coisa seria desculpa o bastante para conseguir ignorar o formigamento que seu pé sente quando vê o traseiro do “ser amado”.
E, claro, não se pode esquecer dos “outros”. Por mais que, infiltrados nos relacionamentos alheios, não recebem seu devido reconhecimento. Eles, postos de lado, como muitas vezes são, vêem o dia 12 como mais um desses momentos. Sozinhos em casa, preferem locar os filmes menos românticos possíveis, prepararem uma panela de brigadeiro, passar o dia deitados mas com o mais profundo desejo de entrar em coma até o dia 13.
Enquanto os amantes fogem do dia 12, os amados também preferiam hibernar durante essas 24 horas. Esses “espíritos livres” não temem um fora, mas sim o contrário. O que deixa eles morrendo de medo é a possibilidade de todas essas velas e corações darem, ao seu “casinho”, a oportunidade para por uma algema no seu pulso, ou melhor, no seu dedo e na sua genitália. E os coitados, que embora tenham hormônios de sobra, também têm, infelizmente pra eles, coração. Acabam aceitando pôr um cinto de castidade que só se abre com a digital do carcereiro.
Mas não importa se o dia dos namorados pode deixar as pessoas desesperadas, frustradas, rejeitadas ou pressionadas. O mês de maio, todas elas sabem, é a última chance de consertar seu trágico estado. Porque, no final das contas, nenhuma delas quer passar esse dia sem companhia e, de preferência, que não seja a de 5 barras de chocolate.
Nesse mês bizarro, enquanto todos os encantadores solteiros e, principalmente, solteiras correm sedentos atrás de um dedo anelar vago, os namorados refletem se essa data tão encantadora seria mesmo motivo para se comemorar. Afinal, a suposta metade da laranja nem sempre parece se encaixar tão bem à nossa. As vezes, flores, chocolate e ursinho parecem ser menos apropriados que um hipoglos para dores de pé-na-bunda.
Mas nem todos os namorandos estão pensativos. Alguns deles estão acostumados demais para cogitar a idéia de não ter quem lhes dê uma caixa de doces em forma de coração. Aliás, eles não se incomodariam de ganhar menos q um bombom podre, qualquer coisa seria desculpa o bastante para conseguir ignorar o formigamento que seu pé sente quando vê o traseiro do “ser amado”.
E, claro, não se pode esquecer dos “outros”. Por mais que, infiltrados nos relacionamentos alheios, não recebem seu devido reconhecimento. Eles, postos de lado, como muitas vezes são, vêem o dia 12 como mais um desses momentos. Sozinhos em casa, preferem locar os filmes menos românticos possíveis, prepararem uma panela de brigadeiro, passar o dia deitados mas com o mais profundo desejo de entrar em coma até o dia 13.
Enquanto os amantes fogem do dia 12, os amados também preferiam hibernar durante essas 24 horas. Esses “espíritos livres” não temem um fora, mas sim o contrário. O que deixa eles morrendo de medo é a possibilidade de todas essas velas e corações darem, ao seu “casinho”, a oportunidade para por uma algema no seu pulso, ou melhor, no seu dedo e na sua genitália. E os coitados, que embora tenham hormônios de sobra, também têm, infelizmente pra eles, coração. Acabam aceitando pôr um cinto de castidade que só se abre com a digital do carcereiro.
Mas não importa se o dia dos namorados pode deixar as pessoas desesperadas, frustradas, rejeitadas ou pressionadas. O mês de maio, todas elas sabem, é a última chance de consertar seu trágico estado. Porque, no final das contas, nenhuma delas quer passar esse dia sem companhia e, de preferência, que não seja a de 5 barras de chocolate.
sábado, 8 de maio de 2010
amor de filmes, utopia, ilusão. até que ponto devemos acreditar? até que ponto devemos esperar? esperar alguém perfeito, bonito, simpático, que pense que nem a gente e, claro, nos satisfaça sexualmente.
até que ponto se deve só esperar? e por alguém que possivelmente nem existe, ou, se existe, está tecnicamente inviável.
até que ponto não devemos nós mesmos pararmos pra pensar, pra lembrar, a função de um relacionamento? afinal, manter os pés aquecidos de noite não é assim tão dificil, mas o resto...o resto que é dificíl. dificíl porque já não lembramos mais o motivo do amor. pois a função do amor não é te fazer rir, nem chorar, nem te trazer o melhor sexo da sua vida. a função do amor é te desequilibrar, te abalar, te fazer se perder e então se encontrar. porque, afinal de contas, alguém ainda acha que se encontra alguém pronto e perfeitamente compativel com com outra pessoa?
e aí está nosso ausaimer amoroso, simplesmente esquecemos que o amor é feito pra nos mudar, não o que somos ou nossos gostos, o amor foi feito pra mudar nossas atitudes. foi feito pra nos acostumarmos a estranhesas alheias e receber de volta também a compreensão dos outros sobre nossas esquisitisses. o amor é contruído assim, de diferenças e imperfeições, que, por causa dele, nos faz unidos apesar delas.
mas é lógico! nunca nos agrada as coisas que consideramos imperfeições. sempre nos desagrada, pois entrar na vida de alguém tras muitos riscos de encontrar muita coisa disconfortável. e, de um jeito ou de outro, só o que se procura hoje em uma pessoa é conforto. conforto com o estilo da pessoa, com o jeito de falar, com os assustos, com corpo, com o dinheiro, com a distância...
nós estamos lacrados, se alanisa todos por uma enorme lista de pré-requisitos obrigatórios e se classifica em "tem futuro" ou "não é pra mim". nunca nos lembramos que o problema talvez não esteja em não existir ninguém no mundo possível de nos amar e ser amado pela gente. o problema talvez esteja no nosso desacostume de se abrir de verdade pra alguém que não segue exatamente nossa lista-peneira.
há, claro, quem prefira estar só. não que minha idéia de amor seja estar mal acompanhado, muito pelo contrário. mas ter alguém do seu lado, com quem você se sinta bem, apesar de tudo.
ou você acha mesmo que um Paul Varjak vai bater na sua porta depois de um café da manhã na Tiffany's?
até que ponto se deve só esperar? e por alguém que possivelmente nem existe, ou, se existe, está tecnicamente inviável.
até que ponto não devemos nós mesmos pararmos pra pensar, pra lembrar, a função de um relacionamento? afinal, manter os pés aquecidos de noite não é assim tão dificil, mas o resto...o resto que é dificíl. dificíl porque já não lembramos mais o motivo do amor. pois a função do amor não é te fazer rir, nem chorar, nem te trazer o melhor sexo da sua vida. a função do amor é te desequilibrar, te abalar, te fazer se perder e então se encontrar. porque, afinal de contas, alguém ainda acha que se encontra alguém pronto e perfeitamente compativel com com outra pessoa?
e aí está nosso ausaimer amoroso, simplesmente esquecemos que o amor é feito pra nos mudar, não o que somos ou nossos gostos, o amor foi feito pra mudar nossas atitudes. foi feito pra nos acostumarmos a estranhesas alheias e receber de volta também a compreensão dos outros sobre nossas esquisitisses. o amor é contruído assim, de diferenças e imperfeições, que, por causa dele, nos faz unidos apesar delas.
mas é lógico! nunca nos agrada as coisas que consideramos imperfeições. sempre nos desagrada, pois entrar na vida de alguém tras muitos riscos de encontrar muita coisa disconfortável. e, de um jeito ou de outro, só o que se procura hoje em uma pessoa é conforto. conforto com o estilo da pessoa, com o jeito de falar, com os assustos, com corpo, com o dinheiro, com a distância...
nós estamos lacrados, se alanisa todos por uma enorme lista de pré-requisitos obrigatórios e se classifica em "tem futuro" ou "não é pra mim". nunca nos lembramos que o problema talvez não esteja em não existir ninguém no mundo possível de nos amar e ser amado pela gente. o problema talvez esteja no nosso desacostume de se abrir de verdade pra alguém que não segue exatamente nossa lista-peneira.
há, claro, quem prefira estar só. não que minha idéia de amor seja estar mal acompanhado, muito pelo contrário. mas ter alguém do seu lado, com quem você se sinta bem, apesar de tudo.
ou você acha mesmo que um Paul Varjak vai bater na sua porta depois de um café da manhã na Tiffany's?
segunda-feira, 3 de maio de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
FazZumzumPraEuVer
e agora
que não tem mais
por que chorar,
eu choro.
choro, mas não é ruim.
meus choros, estranhamente,
são sempre bons.
se são de dores,
são de dores superadas.
se de emoção,
são melhores que todos os sorrisos.
quando dói, não choro.
quando dói, eu agonizo
num silêncio profundo de maças secas.
nessas horas eu só seco
pois nem todas as lágrimas
dariam vazão a minha dor.
mas hoje choro,
choro de lembrar da dor
e é bom,
bom de lembrar que ela estava
e não está mais.
será que é verdade o que dizem?
que quando rimos da dor
é quando já superamos?
pois pode ser uma grande mentira dos meus olhos
mas minhas lagrimas gargalham doces sobre meu rosto
que não tem mais
por que chorar,
eu choro.
choro, mas não é ruim.
meus choros, estranhamente,
são sempre bons.
se são de dores,
são de dores superadas.
se de emoção,
são melhores que todos os sorrisos.
quando dói, não choro.
quando dói, eu agonizo
num silêncio profundo de maças secas.
nessas horas eu só seco
pois nem todas as lágrimas
dariam vazão a minha dor.
mas hoje choro,
choro de lembrar da dor
e é bom,
bom de lembrar que ela estava
e não está mais.
será que é verdade o que dizem?
que quando rimos da dor
é quando já superamos?
pois pode ser uma grande mentira dos meus olhos
mas minhas lagrimas gargalham doces sobre meu rosto
segunda-feira, 12 de abril de 2010
mas eu só sou um moribundo
que nao sabe enterrar os mortos
que só faz lembrar de quem nem mais respira
porque quem hoje respira na tua carcaça
nao é aquele que respirou
nao é quem um dia importou
não é culpa de ninguem,
eu só fiz dar a cara,
você só fez bater.
estamos todos limpos,
nossa superficial anistia,
nosso pacto de hipocrisia.
que nos garante
que nunca mais seremos
o que fomos
e que meu calado suportar
sempre me trará a agonia
de lembrar
o que já passou um dia.
que nao sabe enterrar os mortos
que só faz lembrar de quem nem mais respira
porque quem hoje respira na tua carcaça
nao é aquele que respirou
nao é quem um dia importou
não é culpa de ninguem,
eu só fiz dar a cara,
você só fez bater.
estamos todos limpos,
nossa superficial anistia,
nosso pacto de hipocrisia.
que nos garante
que nunca mais seremos
o que fomos
e que meu calado suportar
sempre me trará a agonia
de lembrar
o que já passou um dia.
ainda
eu ainda espero
sem motivo,
sem destino,
sem ninguém.
apenas eu fico
e espero.
mas cada segundo q fico
ele está lá.
lá, no teu dedo,
na tua cabeça.
e, cada vez que eu te toco,
a cada 'oi' e a cada 'tchau'
eu sinto ele
lá, na tua mão.
áspero aro metálico, ele
que me lembra
a cada toque
que ele está lá
sempre está
e não eu.
sem motivo,
sem destino,
sem ninguém.
apenas eu fico
e espero.
mas cada segundo q fico
ele está lá.
lá, no teu dedo,
na tua cabeça.
e, cada vez que eu te toco,
a cada 'oi' e a cada 'tchau'
eu sinto ele
lá, na tua mão.
áspero aro metálico, ele
que me lembra
a cada toque
que ele está lá
sempre está
e não eu.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
ASelva
Eu ainda não engoli essa cidade.
A imensidão de dentes afiados,
De olhos predadores
E um céu...que, todos os dias, anuncia
A vitória em nome da derrota.
Mas afinal, é a selva de pedra.
Aqui é matar ou morrer.
Eu já escolhi o que ser
E não é a caça.
Mas, aqui, o que é importante não é lembrar
Quem você é...e, sim, não esquecer
Que nem todos os dias são do caçador.
Eu ainda não engoli essa cidade,
Mas ela...também ainda não me engoliu.
A imensidão de dentes afiados,
De olhos predadores
E um céu...que, todos os dias, anuncia
A vitória em nome da derrota.
Mas afinal, é a selva de pedra.
Aqui é matar ou morrer.
Eu já escolhi o que ser
E não é a caça.
Mas, aqui, o que é importante não é lembrar
Quem você é...e, sim, não esquecer
Que nem todos os dias são do caçador.
Eu ainda não engoli essa cidade,
Mas ela...também ainda não me engoliu.
OMundo
O mundo está trancafiado
Na retina dos meus olhos,
Está na palma das minhas mãos,
Nas voltas da minha lingua,
Nas orlas das minhas orelhas,
Nos túneis das minhas narinas.
O mundo sou eu!
Na retina dos meus olhos,
Está na palma das minhas mãos,
Nas voltas da minha lingua,
Nas orlas das minhas orelhas,
Nos túneis das minhas narinas.
O mundo sou eu!
Cadê?
ai que sono,
ai que sono.
cadê minha cama?
cadê?
cadê meu dengo?
cadê?
cadê meu ninho?
teu carinho?
cadê?
ai que sono,
ai que sono.
e o meu bocejo
é o meu grito mudo,
minha pergunta gritada,
é o meu grito de 'cadê?'
cadê você?
cadê?
cadê meu sono?
ai que sono.
cadê minha cama?
cadê?
cadê meu dengo?
cadê?
cadê meu ninho?
teu carinho?
cadê?
ai que sono,
ai que sono.
e o meu bocejo
é o meu grito mudo,
minha pergunta gritada,
é o meu grito de 'cadê?'
cadê você?
cadê?
cadê meu sono?
ACartaInvisível
Mas, então, meu dengo, te escrevo porque não sei mais porque. Não sei, meu dengo, se você é meu bem querer. Porque eu, meu amor, eu sempre quis o que não podia ter, dengo meu. E agora, eu posso te ter. Será que posso te amar, meu amor? Será? Eu não sei e acho que você não sabe. E eu acho, aqui entre nós, que você também nunca vai me amar, meu amor. E não pense que sou de dar chance. Eu, meu bem querer, eu fico em casa, eu não dou chances, meu amor.
Mas bem agora, tem algo que eu não posso ter, dengo meu. E não quero mais querer, eu não quero mais amar, amor. Não o que não posso ter pelo menos. Hoje eu quis chorar, meu dengo. Passei o dia sem pensar em você. Será que se eu tivesse lembrado de você eu teria sorrido? Eu me cativo muito mesmo pelo que não posso ter, meu amor.
Olha, dengo, eu nunca vou te mostrar essas linhas, você nunca vai saber que não sei se te amo. Não pela minha boca pelo menos, bem querer. Mas nessa carta, eu te conto toda a verdade, nessa carta eu te ponho tudo pra fora, esvazio dos meus pensamentos, do meu coração, pra quando você olhar nos meus olhos, meu amor, você não enxergue atrás deles essas linhas. Porque agora, agora elas estão esparramadas nesse papel, meu amor. É por te contar toda a verdade nessas linhas que me asseguro que nunca la encontrará nos meus olhos.
Mas bem agora, tem algo que eu não posso ter, dengo meu. E não quero mais querer, eu não quero mais amar, amor. Não o que não posso ter pelo menos. Hoje eu quis chorar, meu dengo. Passei o dia sem pensar em você. Será que se eu tivesse lembrado de você eu teria sorrido? Eu me cativo muito mesmo pelo que não posso ter, meu amor.
Olha, dengo, eu nunca vou te mostrar essas linhas, você nunca vai saber que não sei se te amo. Não pela minha boca pelo menos, bem querer. Mas nessa carta, eu te conto toda a verdade, nessa carta eu te ponho tudo pra fora, esvazio dos meus pensamentos, do meu coração, pra quando você olhar nos meus olhos, meu amor, você não enxergue atrás deles essas linhas. Porque agora, agora elas estão esparramadas nesse papel, meu amor. É por te contar toda a verdade nessas linhas que me asseguro que nunca la encontrará nos meus olhos.
sábado, 6 de março de 2010
de todos meus consolos, eu somo mais um
um verdadeiro afim
já que entre todos os falsos que criei
pra acreditar que não estou pior que você
pois você,
você tem ele.
e eu?
mas agora o ele, eu sei
é repugnante
e não faz nem sombra a minha solidão.
pois percebi que o ele é tão insignificante
que só por costume está no teu coração.
um verdadeiro afim
já que entre todos os falsos que criei
pra acreditar que não estou pior que você
pois você,
você tem ele.
e eu?
mas agora o ele, eu sei
é repugnante
e não faz nem sombra a minha solidão.
pois percebi que o ele é tão insignificante
que só por costume está no teu coração.
sábado, 16 de janeiro de 2010
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