Casamentos, noivados, namoros... quantas vezes você não se depara com alguém passando por um desses lindos momentos em suas vidas e pensa "que tipo de animal teria uma relação com esse imbecil?!".
Dia após dia você vê o mundo em amor: casais sendo formados com pessoas que não sabem diferenciar 'mais' de 'mas', que não sabem que 'uma hora e meia' não se trata no plural e que acham que 'aloka' está no dicionário. Então, como você, que leu e gostou de obras de mais de dois séculos atrás e que fala 4 línguas e que sabe tudo sobre moda e que canta, dança, representa e faz serviços alternativos, ainda está sem par?
Talvez, até tenham havido proposta para você, mas elas não foram vantajosas o bastante e vieram desse tipo de bestas tão "amáveis". Ou talvez você seja muito perfeccionista ou esteja vendo muito filme ultimamente e é provável que seja por isso que você ainda não esteja tendo filhos com esse tipo de ser. Mas não é nenhum crime esperar pelo menos o mínimo de racionalidade, é?
Nossos patéticos casais românticos falariam que o amor não tem nada a ver com racionalidade, que é algo que vem de dentro de você (ou pra dentro de você), que somos que nem os cachorrinhos que sentem (como cheirando as partes íntimas alheias) quando se encontrou a pessoa certa.
O que eles não sabem é que o amor é a coisa mais lógica do mundo, é puramente matemático. Você subtrai as coisas que você não suporta numa pessoa pelas coisas que você suporta. Se o resultado for positivo, parabéns! Você está amando...ou apaixonado pelo menos.
Mas quando no mundo esse tipo de cálculo daria positivo tratando-se de uma pessoa que não sabe nem falar?!
Todos nós temos consciência de que nem todos tem os mesmo tipos de valores ou o mesmo tipo de gosto, afinal, é por isso que pessoas diferentes se relacionam com outras pessoas diferentes. Mas há um limite pra tudo! Principalmente quando as coisas que você suporta numa pessoa não completam nem uma mão. "Admita! Você namora um primata!" deveria vir tatuado na testa desses imbecis. A não ser que os imbecis sejamos nós, que não temos necessidade profunda de nos relacionar com o primeiro punhado de carne sexualmente ativa para suprir nossa profunda carência. Mas, enquanto os outros não encontram a sensatez e nós não perdemos nosso bom gosto, os primatas continuaram arranjando quem os queira como animal de estimação.
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