os nós.
como desatar os nós?
como desatá-los?
não há nada que consiga te fazer se perder mais,
nada que consiga te fazer sentir mais no meio do nada,
sem chão pra pisar.
ai, os nós.
você perde a fé,
o ar e até o chão.
parecem tão inidesatáveis,
rígidos e de concreto,
indestruíveis parecem os nós.
eles se alimentam de nosso desespero,
da nossa respiração ofegante,
da nossa desesperada falta de esperanças,
eles se alimentam do nosso bater de pés
sem encontrar onde pisar,
os nós.
tudo que nos resta é sentar,
desistir mas esperar.
enganá-lo,
trapaceá-lo,
o nó.
fingimento ardil
de nossas pretensões estarem mortas.
só aguardar,
um aguardo silencioso
que ele nem sabe do que.
um aguardo da hora
em que aquele tímido grão de esperança disfarçada
vá se mostrar outra vez.
sábado, 28 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
OComeço...doFIM
Voltas às aulas de inverno. Sempre trás essa sensação de quase recomeço, vacilante.
Alguns dos que estavam não estão mais, alguns que ainda estão, estão tão diferentes que quase são irreconhecíveis. Inclusive você, às vezes.
Você não sabe mais quem está aí por você. Alguns amigos agora são simplesmente pessoas. Alguns amores... já são simplesmente mágoas.
Mas é claro, em todo quase-recomeço você pode encontrar coisas boas. E só neles você pode ter novas cartas mesmo sentido um pontinha de algo bom do passado. Afinal, tem suas vantagens não abandonar totalmente meio ano de vida.
Você não tem mais aquela amiga ranzinza ótima de balada,
mas você tem duas novas amigas loucas para madrugada.
Você não tem mais aquela amiga de tardes no parque,
mas não esqueça que você tem um ótimo novo parceiro de cinema.
É claro, houve muitas feridas, muita perda e muito sangue, mas você não está mais em carne-viva e já aprendeu algo sobre como dançar nisso tudo. Pode não ser tão nata como eram as velhas canções mas você já esteve por cima e já esteve por baixo e se tem algo que você sabe melhor que a maioria é que não basta querer, mas depois de ter vontade de alguma coisa, então não há porque parar.
e se algumas feridas do passado ainda não estão fechadas,
bom...o ano ainda não acabou,
você ainda tem chance de não se deixar apodrecer.
Alguns dos que estavam não estão mais, alguns que ainda estão, estão tão diferentes que quase são irreconhecíveis. Inclusive você, às vezes.
Você não sabe mais quem está aí por você. Alguns amigos agora são simplesmente pessoas. Alguns amores... já são simplesmente mágoas.
Mas é claro, em todo quase-recomeço você pode encontrar coisas boas. E só neles você pode ter novas cartas mesmo sentido um pontinha de algo bom do passado. Afinal, tem suas vantagens não abandonar totalmente meio ano de vida.
Você não tem mais aquela amiga ranzinza ótima de balada,
mas você tem duas novas amigas loucas para madrugada.
Você não tem mais aquela amiga de tardes no parque,
mas não esqueça que você tem um ótimo novo parceiro de cinema.
É claro, houve muitas feridas, muita perda e muito sangue, mas você não está mais em carne-viva e já aprendeu algo sobre como dançar nisso tudo. Pode não ser tão nata como eram as velhas canções mas você já esteve por cima e já esteve por baixo e se tem algo que você sabe melhor que a maioria é que não basta querer, mas depois de ter vontade de alguma coisa, então não há porque parar.
e se algumas feridas do passado ainda não estão fechadas,
bom...o ano ainda não acabou,
você ainda tem chance de não se deixar apodrecer.
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