os nós.
como desatar os nós?
como desatá-los?
não há nada que consiga te fazer se perder mais,
nada que consiga te fazer sentir mais no meio do nada,
sem chão pra pisar.
ai, os nós.
você perde a fé,
o ar e até o chão.
parecem tão inidesatáveis,
rígidos e de concreto,
indestruíveis parecem os nós.
eles se alimentam de nosso desespero,
da nossa respiração ofegante,
da nossa desesperada falta de esperanças,
eles se alimentam do nosso bater de pés
sem encontrar onde pisar,
os nós.
tudo que nos resta é sentar,
desistir mas esperar.
enganá-lo,
trapaceá-lo,
o nó.
fingimento ardil
de nossas pretensões estarem mortas.
só aguardar,
um aguardo silencioso
que ele nem sabe do que.
um aguardo da hora
em que aquele tímido grão de esperança disfarçada
vá se mostrar outra vez.
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