Preço, abstratação utilizada para medir importância ou relevância. Também, um método de medir disposição ou facilidade de se ter acesso ou produzir algo.
Mas acima de tudo, preço é a valoração universal para algo.
Quanto mais difícil de se ter, maior o preço.
Ou quanto é a maior dificuldade de uma possível recuperação de algo, maior ainda é o preço.
Mas certas coisas não tem preço. O tempo, por exemplo.
Insiste-se na tentativa prostituir o tempo, mas a verdade é que o tempo não se compra, não se transfere, não se dá, só se desperdiça ou se ocupa.
Ainda assim, como o tempo, preço é relativo.
Você pode pagar nada em algo que, para alguém do seu lado, vale a vida.
Você pode gastar seu tempo fazendo nada aos olhos de alguém e ainda assim, serem os minutos mais bem aproveitados da sua vida.
Aponta-se diariamente às perdas de tempo, o tempo que foi, o tempo que é, o tempo que poderia ter sido e, por fim, o tempo que virá e para o qual não se está preparado para aproveitar em sua completude.
A verdade é que o tempo, assim como o preço, não existe. Invenções patológicas do ser humano. Abstração não passa de uma palavra antropocêntrica para mentira.
O tempo não passa de ansiedade
O preço não passa de mesquinharia
E a vida, todo o resto.