quinta-feira, 17 de abril de 2014

O que nunca teve início não pode ter fim.
E o que só teve meio já começou meio errado.
Não há o que se fazer... além das malas.
E esperar por um novo porto
E lembrar que só é árvore o que criou raizes, sem pressa...
E só criou raizes o que foi semente, despretenciosa...

É bom lembrar
De nunca esquecer
Que nada é e tudo está


É bom lembrar
De nunca esquecer
Que nada é e tudo está

Quando sou, estou
Quando certeza, palpito
Quando certo, duvido
Quando erro, repito
Quando coragem, exito
Quando medo, insisto
Quando grito, silencio 
Quando silêncio, escuto
Quando sério, sorrio
Quando caminho, fico
Quando ainda, não mais
Quando sempre, jamais

sábado, 12 de abril de 2014

O preço, o tempo e todo o resto...

Preço, abstratação utilizada para medir importância ou relevância. Também, um método de medir disposição ou facilidade de se ter acesso ou produzir algo.

Mas acima de tudo, preço é a valoração universal para algo.
Quanto mais difícil de se ter, maior o preço.
Ou quanto é a maior dificuldade de uma possível recuperação de algo, maior ainda é o preço.

Mas certas coisas não tem preço. O tempo, por exemplo. 

Insiste-se na tentativa prostituir o tempo, mas a verdade é que o tempo não se compra, não se transfere, não se dá, só se desperdiça ou se ocupa.

Ainda assim, como o tempo, preço é relativo. 
Você pode pagar nada em algo que, para alguém do seu lado, vale a vida.
Você pode gastar seu tempo fazendo nada aos olhos de alguém e ainda assim, serem os minutos mais bem aproveitados da sua vida.

Aponta-se diariamente às perdas de tempo, o tempo que foi, o tempo que é, o tempo que poderia ter sido e, por fim, o tempo que virá e para o qual não se está preparado para aproveitar em sua completude.

A verdade é que o tempo, assim como o preço, não existe. Invenções patológicas do ser humano. Abstração não passa de uma palavra antropocêntrica para mentira.

O tempo não passa de ansiedade
O preço não passa de mesquinharia
E a vida, todo o resto.