sábado, 12 de abril de 2014

O preço, o tempo e todo o resto...

Preço, abstratação utilizada para medir importância ou relevância. Também, um método de medir disposição ou facilidade de se ter acesso ou produzir algo.

Mas acima de tudo, preço é a valoração universal para algo.
Quanto mais difícil de se ter, maior o preço.
Ou quanto é a maior dificuldade de uma possível recuperação de algo, maior ainda é o preço.

Mas certas coisas não tem preço. O tempo, por exemplo. 

Insiste-se na tentativa prostituir o tempo, mas a verdade é que o tempo não se compra, não se transfere, não se dá, só se desperdiça ou se ocupa.

Ainda assim, como o tempo, preço é relativo. 
Você pode pagar nada em algo que, para alguém do seu lado, vale a vida.
Você pode gastar seu tempo fazendo nada aos olhos de alguém e ainda assim, serem os minutos mais bem aproveitados da sua vida.

Aponta-se diariamente às perdas de tempo, o tempo que foi, o tempo que é, o tempo que poderia ter sido e, por fim, o tempo que virá e para o qual não se está preparado para aproveitar em sua completude.

A verdade é que o tempo, assim como o preço, não existe. Invenções patológicas do ser humano. Abstração não passa de uma palavra antropocêntrica para mentira.

O tempo não passa de ansiedade
O preço não passa de mesquinharia
E a vida, todo o resto.

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